MATERIAIS DE ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL PARA SUÍNOS

A utilização de materiais de enriquecimento ambiental na suinocultura é promissora. O intuito de sua disponibilização é satisfazer as necessidades comportamentais dos suínos, promovendo a exploração e manipulação dos recursos ambientais, podendo também diminuir a ocorrência de brigas. A legislação europeia determina que os suínos, em qualquer fase de suas vidas, tenham acesso a materiais de enriquecimento. Segundo as recomendações da União Europeia, os materiais de enriquecimento ofertados devem suprir as necessidades dos suínos sem prejudicar sua saúde. Para isso, é desejável que esses materiais apresentem as seguintes características:

TABELA 1: CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS DE ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL
CARACTERÍSTICAS COMO ESTES MATERIAIS DEVEM SER
Comestíveis Com benefícios nutricionais
Mastigáveis Que o suíno possa mordê-lo
Investigáveis Que o suíno possa investigá-lo
Manipuláveis Que o suíno possa alterar sua estrutura e posição

Além de possuir essas características, devem ser fornecidos em quantidade suficiente para atender todos os animais, ser mantidos limpos e estar acessíveis para a manipulação oral. De forma geral, o enriquecimento a ser fornecido pode ser de duas formas: substrato orgânico disponibilizado no chão; e objetos localizados em determinados pontos dentro da baia. Ainda de acordo com as diretrizes apresentadas pela União Europeia, esses materiais podem ser classificados em três categorias:

tabela-2-1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Se o enriquecimento for fornecido na forma de objetos dentro da baia é recomendado utilizar mais de um tipo de objeto e realoca-los regularmente a fim de que os animais mantenham o interesse pelo material.

O enriquecimento ambiental é um dos itens importantes para propiciar condições para que os suínos apresentem um bom bem-estar animal. Alguns dos possíveis benefícios com a aplicação destes recursos são a redução do canibalismo e dos comportamentos agressivos.

Embora existam empresas que comercializem objetos específicos para o propósito, os produtores podem fazer uso da criatividade e elaborar alternativas com a utilização de materiais disponíveis na região.

Autores: Luciana Foppa, Carlos Pierozan e Cleandro Pazinato Dias

 

 

 

 

Bem-estar animal na suinocultura: problemas e soluções

Bem-estar animal na suinocultura: problemas e soluções

Palestra ministrada pelo consultor do MAPA, Cleandro Pazinato Dias, apresenta um panorama amplo e detalhado da realidade de bem-estar animal na suinocultura brasileira. O tema foi apresentado  no Treinamento de Atualização Técnica em Boas Práticas e Bem-estar Animal promovido pela Coordenação de Boas Práticas e Bem-estar Animal (CBPA/MAPA) para servidores federais e estaduais envolvidos com políticas públicas de fomento e fiscalização das atividades pecuárias em julho de 2017. Assista na íntegra a palestra acessando: https://www.youtube.com/watch?v=52bc03oavdw&feature=youtu.be

Foi abordado problemas e soluções de bem-estar animal na prática:

Como aplicar o bem-estar animal

  • Boa alimentação
  • Bom alojamento
  • Boa saúde
  • Comportamento apropriado

 

fases-produtivas-beaFases produtivas e problemas observados

Gestação: estresse do alojamento em celas

Maternidade: dores causadas pelas mutilações

Creche:  estresse do desmame

Crescimento/Terminação: falhas no manejo pré-abate

Problemas comuns a várias fases

 

Workshop Ambiental da Assuvap harmoniza sustentabilidade e rentabilidade na suinocultura

Nesta quarta-feira, dia 22 de novembro a ASSUVAP reuniu mais 100 pessoas entre produtores, profissionais do setor, estudantes, técnicos e consultores ambientais, num Workshop Ambiental cujos principais temas abordados foram: 3

Importância da racionalização do recurso água

Apresentação do Projeto de Baixa Emissão de Carbono

Soluções tecnológicas para utilização dos dejetos como receita financeira para as granjas de suínos.

 

O evento contou com o apoio da Semad – Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de MG, a ABCS, Agriness e empresas parceiras da suinocultura regional.

5

Teve a participação do consultor do MAPA, Cleandro Pazinato, César Luz – profissional da Associação Paranaense de Suinocultores. Também do doutor em engenharia ambienta Jorge Tavares, o gestor ambiental da Semad Vanildo Paiva, Leonardo Gomes – gestor ambiental da Supram Zona da Mata. E por fim o superintendente de estratégia e fiscalização ambiental da Semad, Marcelo Fonseca.Além de fortalecer a parceria e o diálogo com os órgãos ambientais, foi uma excelente oportunidade para debater as formas de desenvolvimento que atendam às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade produtiva das gerações futuras.

PECUÁRIA EFICIENTE E REDUÇÃO DE CARBONO SÃO TEMAS DE ENCONTROS EM LONDRINA, BANDEIRANTES E MARINGÁ NO ESTADO DO PARANÁ

PECUÁRIA EFICIENTE E REDUÇÃO DE CARBONO SÃO TEMAS DE ENCONTROS EM LONDRINA, BANDEIRANTES E MARINGÁ NO ESTADO DO PARANÁ

forum-maringa-3Técnicos e consultores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realizaram três Fóruns de Pecuária de Baixa Emissão de Carbono no estado do Paraná, Londrina dia 06.11, em Bandeirantes dia 07.11 e Maringá dia 08.11, com o intuito de apresentar tecnologias para o reaproveitamento dos dejetos de bovinos de leite e corte, visando uma produção mais rentável e sustentável. Nestas ocasiões, o fiscal federal agropecuário do MAPA, Sidney Medeiros, iniciou os fóruns mostrando os principais pontos do Plano ABC e do projeto Pecuária de Baixa Emissão de Carbono. “Os dejetos incluem o material excretado pelos animais (urina e fezes), cama utilizada, água (de consumo e lavagem das instalações) e alimento desperdiçados e pelos”. Segundo Medeiros, além do problema das emissões de GEE, a simples aspersão dos dejetos bovinos em pastagens ou qualquer cultura, sem a adoção de práticas de manejo que possibilitem reduzir a transferência de contaminantes, pode aumentar o potencial de contaminação e colocar em risco a saúde dos animais e seres humanos.

Os consultores do MAPA também palestraram para mostrar maneiras viáveis de trabalhar com os dejetos. Cleandro Pazinato Dias, médico-veterinário e consultor do Projeto, apresentou o tema “Tecnologias de Produção Mais Limpa na Pecuária Intensiva”, com destaque para manipulação da dieta dos ruminantes. “Essa é uma das alternativas viáveis para diminuição da produção de metano, bem como redução das perdas energéticas pelo animal, já que uma nutrição adequada propicia o aumento das taxas de passagem e de fermentação e diminuição do tempo que o alimento permanece no rúmen. Essas condições reduzem a quantidade de hidrogênio disponível para produção de metano”, explica.

A palestra “Geração de Renda a partir dos Dejetos da Pecuária: Biofertilizante, Biogás e Energia Elétrica” proferida pelo médico-veterinário e consultor do MAPA, Fabiano Coser, trouxe o aproveitamento econômico por meio de processos tecnológicos. O tema abordou a separação de dejetos, biodigestores e produção de biogás, seu uso, bem com a compostagem dos dejetos e o uso dos biofertilizantes. “Existem muitas estratégicas para mitigação de metano. Cada uma apresenta suas vantagens e desvantagens, custos de implantação e aceitação pelos produtores. Para uma escolha adequada de qual estratégia adotar, se faz necessário ponderar a capacidade dela de reduzir as emissões juntamente com sua viabilidade econômica e influência sobre o desempenho animal”, resume.

Os encontros também contaram com conteúdo do pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Marcelo Otênio que abordou o manejo de resíduos em sistemas de produção de leite:  limpeza hidráulica dos pisos e produção de biofertilizante. Os técnicos e consultores tiveram a oportunidade de revisitar uma das fazendas que fez parte do levantamento de tais tecnologias que reduzem a emissão de carbono e favorecem o aproveitamento econômico dos resíduos da produção de bovinos de corte e de leite em sistemas confinados, realizado pelos consultores do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

whatsapp-image-2017-11-16-at-11-56-18-1 whatsapp-image-2017-11-16-at-11-56-18A Fazenda Santa Alice, no munícipio de Leópolis no extremo norte do estado do Paraná, atua no confinamento de gado de corte para acabamento. Desde 2011, a empresa utiliza o biodigestor para tratar os dejetos da produção e aplicar o biofertilizante na lavoura de soja e milho e ainda gerar energia reduzindo o custo da produção. O projeto para transformação dos dejetos em biogás começou em 2011 e hoje já produz energia para toda a fazenda. “Operando com menos da metade de nossa capacidade conseguimos produzir toda a energia necessária para a propriedade”, explica Leomar Monteiro. A Fazenda contou com o financiamento do Programa ABC para dar início a adaptação, que hoje conta também com a geração de biofertilizante líquido e sólido direcionado para o melhoramento das pastagens e também da produção de grãos. O projeto, contou com o financiamento do Programa ABC para dar início a adaptação. Com mais de 3,3 mil hectares, a propriedade possui mais de 800 hectares voltados para a produção de milho e soja e cerca de 1,7 mil hectares direcionados a pecuária de corte.

whatsapp-image-2017-11-16-at-11-56-10whatsapp-image-2017-11-16-at-11-56-20-1A produção de gado para a acabamento tem espaço para cerca de 800 cabeças, mas atualmente mantém entre 500 a 600 animais. “Com esse volume de cabeças, geramos 6.000 kg/dia de biofertilizante sólido e mais de 35.000 litros/dia, usados de forma distribuída nas pastagens e no sistema de irrigação das lavouras”, explica o gerente da propriedade, Leomar Monteiro. “Nossa capacidade hoje é de gerar gás para funcionar um motor gerador de 60 Kva, operando 24 horas”, esclarece. O sistema de transformação dos dejetos em biogás já produz cerca de 80% da energia necessária para toda propriedade.

 

Tayara Beraldi – Assessoria de Imprensa

PECUÁRIA DE BAIXA EMISSÃO DE CARBONO
Geração de valor na produção intensiva de carne e leite

Biosseguridade, bem-estar animal e redução de antimicrobianos são os principais temas do 2º Seminário Técnico no RS

Mais de 500 produtores de suínos do Rio Grande do Sul participaram do 2º Seminário Técnico de Suinocultura, em Santo Cristo realizado no último dia 27. Com os temas bem-estar animal, biosseguridade e redução de antimicrobianos, o objetivo foi mostrar como medidas simples podem representar grandes repercurssões no resultado da produção. Na área de bem-estar animal, foram apresentadas três palestras técnicas envolvendo questões relacionadas a qualidade de vida dos suínos no período que estão nas granjas, no transporte e no abate.O evento, promovido pelo Fundesa em parceria com o Ministério da Agricultura e a Embrapa Suínos e Aves.  Contou com os apoios da ACSURS, FARSUL, FETAG, PSS/SEAPI, SSA/SFA-RS, SIPS, EMATER, FAMURS, Integradoras e Prefeitura Municipal de Santo Cristo.

santo-crsito-3 santo-crsito-5 santo-crsito-4

A pujança e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro:  fatos que precisamos conhecer e comemorar

A pujança e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro: fatos que precisamos conhecer e comemorar

Nos últimos 26 anos a produtividade agrícola anual brasileira cresceu 312%, passando de 58 para 239 milhões de toneladas, com um acréscimo da área de apenas 139%, passando de 38 para 61 milhões de hectares cultivados. Todo este crescimento foi obtido com a preservação da maior parte do território nacional. No Brasil 66,3% do território está preservado, este percentual é muito superior ao da União Europeia que possui apenas 25,1%, ao da China que possui apenas 17% e ao dos EUA com apenas 13,9%.O Brasil está na vanguarda da produção agrícola mundial, graças a tecnologia, a dedicação dos produtores e das indústrias, a um solo fértil e um clima propício para uma agricultura que produz comida para todos os brasileiros e ainda gera um excedente que é exportado para diversos países gerando muitas divisas que beneficiam toda a população brasileira.

Confira o conteúdo completo : apresentac%cc%a7a%cc%83o-fao-2017-1

Fonte: Roberto Betancourt – Brazilian Tech Driven Sustainability (Roma/FAO/FIF 2017)