Em 93,48% dos casos, o critério utilizado para transferência dos suínos para as baias hospital se relacionava com animal debilitado, machucado ou outro tipo de sofrimento.

Na produção de suínos, a correta identificação de animais doentes ou feridos no meio de animais sadios e a tomada rápida de decisão quanto ao seu tratamento e forma de manejo são pontos que podem favorecer sua recuperação, refletindo positivamente sobre o bem-estar animal e o retorno econômico ao produtor.

Com o objetivo de caracterizar os manejos e as causas de transferências para as baias hospital, um estudo avaliou 47 granjas de crescimento e terminação de suínos. Dos 299 animais alojados nas baias hospital dessas granjas, 34 (11,4%) estavam lá mantidos devido a algum problema respiratório. Essa foi a principal razão de segregar os animais na enfermaria, seguido por problemas locomotores, prolapso retal e encefalite.

Como critério utilizado para transferência de um animal para a baia hospital, em 43 granjas (93,48%) os entrevistados hospitalizam os animais quando julgam que esses estão debilitados, machucados ou sofrendo. Ademais, 41 (89,13%) relataram fazer essa transferência imediatamente, o que é considerado adequado. slide1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentre outros resultados, foi constatado que em 22 granjas (47,83%) nenhum manejo diferenciado era adotado com os animais hospitalizados em relação aos não hospitalizados, enquanto que em 18 (39,13%) havia alguma prática diferenciada relacionada à limpeza das baias hospital. Quanto aos animais recuperados, devido às diversas respostas ficou evidente não haver um padrão quanto ao destino desses animais, sendo que 10 entrevistados (21,73%) relataram retornar os suínos recuperados à baia de origem, o que pode desencadear agressões e brigas.

É necessário definir padrões de manejo para os suínos com problemas, a fim identificar precocemente estes animas com critérios claros de remoção, agilizando a transferência para as baias enfermarias e adoção de protocolos de tratamento. Assim, evitamos um comprometimento maior no bem-estar e evitamos perdas produtivas.

Autores: Carlos Pierozan, Luciana Foppa, Caio Abércio e Cleandro Dias

Os trabalhos relacionados à pesquisa podem ser acessados em: