OS DESAFIOS DO BEM-ESTAR ANIMAL NA AGROINDÚSTRIA DA CARNE SUÍNA

OS DESAFIOS DO BEM-ESTAR ANIMAL NA AGROINDÚSTRIA DA CARNE SUÍNA

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O Presente Rural

Uma das principais publicações do agronegócio, o jornal O Presente Rural apresentou na sua edição especial do 11º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, realizado dias 21 a 23 de agosto de 2018 na cidade de Chapecó-SC, uma matéria completa sobre o atual panorama e os desafios do bem-estar animal na agroindústria da carne suína.

“O Bem-estar animal ainda gera dúvidas em agroindústrias; tema vai muito além de nutrição de matrizes suínas gestantes”.

“Garantir o bem-estar animal é uma forma do produtor ter melhores resultados zootécnicos, de produção e financeiros”

Acesse o link acima e leia a matéria na íntegra.

 

 

FAEP – De mãos dadas pelo bem-estar animal

FAEP – De mãos dadas pelo bem-estar animal

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) abriu uma consulta pública sobre a Portaria 195, que visa gerar uma Instrução Normativa para regulamentar a questão no país. O texto, publicado em Diário Oficial no dia 10 de julho de 2018, permite que os interessados em participar da construção
desse documento possam contribuir até o dia 10 de outubro (saiba mais no box na página 7).

No Paraná, a FAEP está liderando os debates por meio da organização de representantes dos produtores, cooperativas, agroindústrias, poder público e pesquisadores.
O objetivo é construir uma regulamentação sólida sobre o bem-estar animal.

Acesse o link acima para ler a matéria na íntegra.

 

 

Serviço
Como participar da consulta pública?

Os produtores que tiverem dúvidas e/ou quiserem participar com contribuições à consulta pública podem entrar em contato com o Sistema FAEP/SENAR-PR, por meio do site www.sistemafaep.org.br, no link Fale Conosco.

Especial Bem-Estar Animal – Revista Porkworld

A revista Porkworld traz um Especial Bem-Estar Animal na sua edição 108 – maio/junho de 2018. A matéria tem o objetivo de contextualizar e expor alternativas para reduzir ou eliminar os manejos invasivos dirigidos aos lactentes, e discutir os modelos de alojamento da matriz na maternidade que diminuam as restrições de área e o movimento desta, substituindo as celas de parição tradicionais. Uma análise ampla para que o progresso no bem-estar animal esteja paralelo aos avanços na saúde, na produtividade e na qualidade da carne, preservando a viabilidade operacional e econômica do sistema.

Faça o download e leia a matéria na íntegra

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CONSULTA PÚBLICA – BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

CONSULTA PÚBLICA – BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

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Sugiro ao setor que se envolva na consulta pública, realizando as contribuições que julguem necessárias para melhoria do conteúdo da proposta.O que realmente necessitamos é que norma final possa ser cumprida pelos produtores comprometidos com a evolução da suinocultura nacional e que o texto não permita falsas interpretações. Também não devemos cair no erro de estamos “supostamente” atendendo as normas, enquanto na verdade, permitirmos que o potencial “jeitinho brasileiro” impere em um segmento tão sério e importante para o agronegócio brasileiro pois esse caminho pode ser pernicioso. Consequentemente, esta proposta de Instrução Normativa precisa ser melhorada.

CONSULTA PÚBLICA DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SOBRE BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) colocou em consulta pública por um período de 90 dias, a proposta de Instrução Normativa (IN) que tem como objetivo estabelecer as boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial.

Alguns pontos previstos na proposta de Instrução Normativa são:

  • A monitoria de indicadores baseados nos animais e no ambiente aonde os suínos são alojados e manejados. Segue alguns exemplos: claudicação, grau de sujidade do animal, incidência de quedas e escorregões durante o manejo, comportamentos estereotipados, taxas de mortalidade e morbidade, consumo de medicamentos (antimicrobianos, anti-inflamatórios), espaço útil por animal, espaço de comedouro, número de bebedouros.
  • A necessidade de uma área de piso sólido que permita que todos os animais possam se deitar simultaneamente. Esta premissa seria aplicada nos casos onde é utilizado piso ripado.
  • As densidades máximas descritas a seguir somente poderiam ser aplicadas nas condições em que a granja apresente bons indicadores.

Tabela com as densidades máximas:

Categoria animal Área útil mínima/animal
Marrãs em pré-cobertura no alojamento coletivo 1,30m²
Marrãs gestantes no alojamento coletivo 1,50m²
Matrizes gestantes ou vazias no alojamento coletivo 2,00m²
Cachaços adultos alojados em baias 6m²
Leitões de creche até 30kg de PV 0,27m².
Suínos de terminação abatidos com até 110kg de PV 0,9m².
Suínos de terminação abatidos acima de 110kg de PV 1m².
  • Obrigatoriedade de ter baias hospitais em todas as fases de produção para alojar os animais doentes e feridos. Esses ambientes devem possuir zonas de conforto melhorada, fácil acesso a alimentos e água e sem competição entre os suínos.
  • Os novos projetos de reforma, ampliação ou construção devem ser com alojamento coletivo de fêmeas gestantes e os cachaços em baias individuais. Esta premissa entraria em vigor na data de publicação da normativa. Sendo permitido manter as fêmeas gestantes em celas individuais até 35 dias de gestação. As granjas já existentes teriam um prazo de 20 anos, a partir da publicação da norma para adaptar suas instalações para a gestação coletiva e para baias dos machos (mínimo 6 m2/cachaço).
  • A idade de desmame para os novos projetos ou ampliações de granjas devem ser previstas atingir a idade média de 24 dias ou mais.
  • Segundo a proposta, as granjas terão o prazo de 2 anos a partir da publicação da IN para utilização de analgesia e anestesia em toda e qualquer castração cirúrgica, independentemente da idade do animal.

Estes são alguns pontos da proposta de IN.

CLIQUE AQUI E FAÇA O DOWLOAD: PORTARIA 195, DE 4 DE JULHO DE 2018

 

CASTRAÇÃO CIRÚRGICA

CASTRAÇÃO CIRÚRGICA

castracao-cirurgicaA castração cirúrgica tem como finalidade reduzir o odor sexual na carne suína, que é provocado pela presença dos hormônios sexuais quando os machos abatidos são intactos. Consequentemente, para evitar este odor desagradável, a castração cirúrgica se tornou uma prática regular na suinocultura industrial em muitos países. No entanto, a castração é um processo que causa mutilação, agride tecidos muito sensíveis e provoca dor aguda e crônica. Consequentemente, devemos buscar métodos que eliminem a castração cirúrgica ou aplicarmos técnicas que mitigam a dor durante e após o processo cirúrgico. Outro aspecto negativo da castração cirurgia, são as complicações decorrentes da mesma, como as infecções secundárias.

Devido aos aspectos negativos sobre o bem-estar animal decorrentes da castração, parte da sociedade tem questionado esta prática. Nos países da União Europeia, castração cirúrgica dos machos é permitida por meios que não sejam por descolamento dos tecidos até o 7º dia de vida dos leitões. Caso seja realizada após este dia, o procedimento cirúrgico deve ser acompanhado de anestesia e analgesia prolongada e realizada por um veterinário. No entanto, no ano de 2010, foi criado um acordo voluntário para busca de alternativas para a castração cirúrgica na União Europeia que culminaria com o banimento desta prática no ano de 2018. Assim, ficam os questionamentos: Como está este processo de banimento da castração nos diferentes países? Quais os métodos alternativos que estão sendo aplicados? A União Europeia conseguirá atingir seus objetivos até o final do ano de 2018?  

No Brasil, a alternativa viável para castração cirúrgica é a imunocastração, que é uma prática que atende tanto aos quesitos de bem-estar animal como as necessidades da indústria da carne suína.