CONSULTA PÚBLICA – BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

CONSULTA PÚBLICA – BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

Sugiro ao setor que se envolva na consulta pública, realizando as contribuições que julguem necessárias para melhoria do conteúdo da proposta.O que realmente necessitamos é que norma final possa ser cumprida pelos produtores comprometidos com a evolução da suinocultura nacional e que o texto não permita falsas interpretações. Também não devemos cair no erro de estamos “supostamente” atendendo as normas, enquanto na verdade, permitirmos que o potencial “jeitinho brasileiro” impere em um segmento tão sério e importante para o agronegócio brasileiro pois esse caminho pode ser pernicioso. Consequentemente, esta proposta de Instrução Normativa precisa ser melhorada.

CONSULTA PÚBLICA DA INSTRUÇÃO NORMATIVA SOBRE BOAS PRÁTICAS EM GRANJAS DE SUÍNOS

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) colocou em consulta pública por um período de 90 dias, a proposta de Instrução Normativa (IN) que tem como objetivo estabelecer as boas práticas de manejo nas granjas de suínos de criação comercial.

Alguns pontos previstos na proposta de Instrução Normativa são:

  • A monitoria de indicadores baseados nos animais e no ambiente aonde os suínos são alojados e manejados. Segue alguns exemplos: claudicação, grau de sujidade do animal, incidência de quedas e escorregões durante o manejo, comportamentos estereotipados, taxas de mortalidade e morbidade, consumo de medicamentos (antimicrobianos, anti-inflamatórios), espaço útil por animal, espaço de comedouro, número de bebedouros.
  • A necessidade de uma área de piso sólido que permita que todos os animais possam se deitar simultaneamente. Esta premissa seria aplicada nos casos onde é utilizado piso ripado.
  • As densidades máximas descritas a seguir somente poderiam ser aplicadas nas condições em que a granja apresente bons indicadores.

Tabela com as densidades máximas:

Categoria animal Área útil mínima/animal
Marrãs em pré-cobertura no alojamento coletivo 1,30m²
Marrãs gestantes no alojamento coletivo 1,50m²
Matrizes gestantes ou vazias no alojamento coletivo 2,00m²
Cachaços adultos alojados em baias 6m²
Leitões de creche até 30kg de PV 0,27m².
Suínos de terminação abatidos com até 110kg de PV 0,9m².
Suínos de terminação abatidos acima de 110kg de PV 1m².
  • Obrigatoriedade de ter baias hospitais em todas as fases de produção para alojar os animais doentes e feridos. Esses ambientes devem possuir zonas de conforto melhorada, fácil acesso a alimentos e água e sem competição entre os suínos.
  • Os novos projetos de reforma, ampliação ou construção devem ser com alojamento coletivo de fêmeas gestantes e os cachaços em baias individuais. Esta premissa entraria em vigor na data de publicação da normativa. Sendo permitido manter as fêmeas gestantes em celas individuais até 35 dias de gestação. As granjas já existentes teriam um prazo de 20 anos, a partir da publicação da norma para adaptar suas instalações para a gestação coletiva e para baias dos machos (mínimo 6 m2/cachaço).
  • A idade de desmame para os novos projetos ou ampliações de granjas devem ser previstas atingir a idade média de 24 dias ou mais.
  • Segundo a proposta, as granjas terão o prazo de 2 anos a partir da publicação da IN para utilização de analgesia e anestesia em toda e qualquer castração cirúrgica, independentemente da idade do animal.

Estes são alguns pontos da proposta de IN.

CLIQUE AQUI E FAÇA O DOWLOAD: PORTARIA 195, DE 4 DE JULHO DE 2018

 

CASTRAÇÃO CIRÚRGICA

CASTRAÇÃO CIRÚRGICA

castracao-cirurgicaA castração cirúrgica tem como finalidade reduzir o odor sexual na carne suína, que é provocado pela presença dos hormônios sexuais quando os machos abatidos são intactos. Consequentemente, para evitar este odor desagradável, a castração cirúrgica se tornou uma prática regular na suinocultura industrial em muitos países. No entanto, a castração é um processo que causa mutilação, agride tecidos muito sensíveis e provoca dor aguda e crônica. Consequentemente, devemos buscar métodos que eliminem a castração cirúrgica ou aplicarmos técnicas que mitigam a dor durante e após o processo cirúrgico. Outro aspecto negativo da castração cirurgia, são as complicações decorrentes da mesma, como as infecções secundárias.

Devido aos aspectos negativos sobre o bem-estar animal decorrentes da castração, parte da sociedade tem questionado esta prática. Nos países da União Europeia, castração cirúrgica dos machos é permitida por meios que não sejam por descolamento dos tecidos até o 7º dia de vida dos leitões. Caso seja realizada após este dia, o procedimento cirúrgico deve ser acompanhado de anestesia e analgesia prolongada e realizada por um veterinário. No entanto, no ano de 2010, foi criado um acordo voluntário para busca de alternativas para a castração cirúrgica na União Europeia que culminaria com o banimento desta prática no ano de 2018. Assim, ficam os questionamentos: Como está este processo de banimento da castração nos diferentes países? Quais os métodos alternativos que estão sendo aplicados? A União Europeia conseguirá atingir seus objetivos até o final do ano de 2018?  

No Brasil, a alternativa viável para castração cirúrgica é a imunocastração, que é uma prática que atende tanto aos quesitos de bem-estar animal como as necessidades da indústria da carne suína.

Os 4 Princípios do Bem-Estar Animal

Os 4 Princípios do Bem-Estar Animal

De forma prática e objetiva, para sabermos como está o bem-estar dos suínos na granja é importante responder as seguintes questões:

i) os animais são bem alimentados e abastecidos com água?;

ii) os animais são devidamente alojados?;

iii) os animais são saudáveis?;

iv) o comportamento dos animais reflete adequados estados emocionais?

Essas questões nos permitem identificar os 4 princípios do bem-estar animal:

  • Boa alimentação
  • Bom alojamento
  • Boa saúde
  • Comportamento adequado

Estes 4 princípios foram desenvolvidos pelo projeto Welfare Quality®.

Saibapork-world mais lendo o artigo publicado na Revista Pork Word – edição março/abril 2018

FAÇA O DOWLOAD DO ARTIGO ACESSANDO

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NOVO CAPÍTULO DE BEM-ESTAR DOS SUÍNOS NA FASE DE PRODUÇÃO É ADOTADO PELA OIE.

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A 86ª Assembleia de Delegados da OIE, acaba de aprovar em Paris um novo capítulo de bem-estar dedicado exclusivamente para os suínos na fase produtiva. Este novo standard da OIE (Organização Mundial de Saúde Animal) se constitui em um marco, e deverá influenciar de forma significativa os diversos sistemas produtivos de suínos nos 181 países signatários desta organização intergovernamental.

O inédito documento, vem ao encontro de um anseio por uma referência que oriente de forma positiva práticas rotineiras realizadas diariamente com milhares de suínos em todo mundo. O seu conteúdo vem atualizado com os avanços científicos da ciência do bem-estar animal, e estruturado dentro de uma realidade de exequível implantação. Contemplando a redução do stress e do sofrimento animal e integrando com uma produção ética de um alimento saudável.

O novo capítulo deverá estar disponível em poucos dias.

 

 

 

 

 

 

MAPA coloca em Consulta Pública a Instrução Normativa de Abate Humanitário

MAPA coloca em Consulta Pública a Instrução Normativa de Abate Humanitário

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) colocou em Consulta Pública a Proposta de Instrução Normativa que aprova o Regulamento Técnico de Manejo Pré-Abate e Abate Humanitário.

A Consulta Pública, tem duração de 30 dias a contar do dia de hoje (18.05.2018), e tem como objetivo receber sugestões e comentários de órgãos, entidades ou pessoas interessadas no tema.

Esta Instrução Normativa (IN), quando regulamentada, revogará o atual documento em vigor que está ultrapassado, e se constituirá no documento mais importante relacionado ao bem-estar dos animais nesta etapa do ciclo de produção.

O documento proposto, contém requisitos relacionados a estrutura (veículos, instalações e equipamentos), cria o papel do responsável pelo bem-estar animal, estabelece medidas de controle e propõe uma lista de métodos de insensibilização a serem utilizados pelos estabelecimentos autorizados para o abate.

DOWLOAD DA INSTRUÇÃO NORMATIVA

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